Mulheres, corpo, comida e emoções: o que ainda precisamos conversar?
- Rogéria Taragano

- há 2 dias
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Participar do “12º Congresso de Nutrição Comportamental” foi uma experiência profundamente especial. Estar no painel “Mulheres, comida, corpo e emoções”, ao lado de profissionais tão sensíveis e comprometidas como Manu Figueiredo e Daiana Garbin, nos permitiu abrir um espaço importante de reflexão sobre uma questão que atravessa silenciosamente a vida de tantas mulheres: a pressão social sobre o corpo feminino.
Vivemos em uma cultura que naturaliza cobranças constantes relacionadas à aparência, ao peso, à alimentação e ao desempenho feminino. Muitas vezes, o sofrimento emocional gerado por essas exigências acaba sendo tratado como algo “normal”, quando, na verdade, pode provocar ansiedade, culpa, baixa autoestima e até transtornos alimentares.
Ao longo do painel, buscamos olhar para essas questões com profundidade, mas também com afeto. Mais do que falar sobre comida ou corpo, falamos sobre histórias, emoções, pertencimento, identidade e saúde mental.
Foi especialmente emocionante compartilhar essas reflexões com cerca de 500 profissionais da saúde presentes no congresso. Pessoas que recebem diariamente mulheres em seus consultórios e que têm um papel fundamental na construção de espaços mais acolhedores, conscientes e menos violentos.
Acredito que um dos maiores convites desse encontro foi justamente este: ajudar mulheres a perceberem quais dores realmente pertencem a elas e quais foram aprendidas, reforçadas ou impostas socialmente ao longo da vida.
Questionar padrões não significa abandonar o cuidado com a saúde. Significa construir relações mais honestas, gentis e saudáveis consigo mesma.
Saio desse encontro feliz, emocionada e profundamente grata pela troca, pelas conversas e pela potência desse tema.
Meu agradecimento ao público presente, aos amigos que prestigiaram o painel e às idealizadoras deste congresso tão importante, que cresce a cada ano em conteúdo, sensibilidade e impacto.
Muito obrigada, Marle Alvarenga, Cynthia Antonaccio, Samantha Macedo Basso e à Nutrição Comportamental pelo convite e pela construção desse espaço tão necessário.
E que possamos continuar criando diálogos que interrompam ciclos de sofrimento e aproximem as mulheres de relações mais leves com seus corpos, emoções e alimentação.












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